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Ressurreição

Palmeiras vence fora de casa e tem vantagem para a 2ª partida no Allianz Parque
CRÉDITOS DA IMAGEM: Cesár Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Depois de 4 clássicos seguidos contra nosso arquirrival, o Palmeiras reencontrou sua fibra e voltou a vencer em Itaquera, jogando como deve se jogar uma partida como essas.

Com a volta de Borja e Marcos Rocha à equipe principal, o verdão não se acuou diante da torcida única cantando contra, e jogou como se estivesse em casa.

Tomando a iniciativa desde o começo da partida, o diferencial dessa partida para os clássicos anteriores foi justamente os mais questionados nas derrotas. Borja, artilheiro do campeonato e sempre questionado mesmo que faça um gol atrás do outro, recebeu passe de William após o rebote de um cruzamento de Dudu que acertou a trave. Como sempre, o goleiro corinthiano, péssimos em saídas do gol, errou o tempo de bola e viu de joelhos o matador colombiano estufar suas redes.
Dudu, esse é o nome do cara.
Pouca gente entende a importância que ele tem em campo - mesmo quando não vai bem - e como ele dita ritmo da vontade verde em campo.

Sempre alternando com William as subidas pelos lados, não deixou que o maldoso Fagner subisse com liberdade para fazer a jogada de sempre do Corinthians: Bola lançada pelos volantes nas costas dos laterais adversários e Fagner chegando de surpresa.

Roger enxergou bem isso na equipe de Carille e anulou essa simples jogadas. Papel esse bem executado por Bruno Henrique e Felipe Melo, que injustamente veio a ser expulso numa confusão arquitetada pelo rival perdedor.

Aquilo que aparentemente prejudicaria mais o Palmeiras por perder um de seus principais jogadores, caiu por terra após a virada de tempo com a entrada de Moisés, que, taticamente fez sua melhor partida desde que voltou da cirurgia. Além de ajudar na marcação, o profeta foi fundamental no controle do jogo, tendo em vista que, após duas mudanças ofensivas do time de preto e branco, o Palmeiras não sofreu com a posse de bola menor e até finalizou mais.

O jogo resumiu-se na tensão e esforço físico. Sentidos nitidamente por Bruno Henrique e Dudu que praticamente ao mesmo tempo pediram substituição. Keno, que seria nosso novo fôlego ofensivo, teve que dar lugar e ver Thiago Santos entrar na volância no lugar de Bruno Henrique.
Com isso, o jogo findou-se na base do controle, inteligentemente treinado por Roger Machado ( que vem fazendo um grande trabalho), e evidenciando novamente a identidade que Dudu tem com a equipe, pois ele foi o que mais deu trabalho aos adversários superando suas limitações. Pura raça e paixão.
Vantagem garantida para o Allianz Parque, e medo evidente em nosso rivais.
Nesse sábado de aleluia, os questionados fizeram a diferença e nos levaram a um degrau mais próximo do topo.
Ressurreição.

Destaque positivos:
Dudu:A alma da equipe em campo. Originou o lance do gol e foi importantíssimo para não deixar o rival crescer.
Diogo Barbosa: Estreando na fogueira por necessidade após a saída de Victor Luiz, foi bem em campo e fechou bem o lado mais perigoso de Itaquera. Boa dor de cabeça para Roger.
Jaílson: Seguro como sempre. Um monstro no gol.
Antônio Carlos: Principal pilar da defesa e mostrando personalidade em jogos grandes.
Borja: Matador. Têm estrela e é o artilheiro do campeonato. Como criticar?
Roger Machado: Estudou bem o adversário e usou a estratégia perfeita. Nó tático que fala, né?

Destaque negativos: A confusão que apesar de ter sido iniciada pelo rival, nos tirou do segundo jogo um jogador importante para o esquema.
Thiago Martins: Inseguro no início, com perna pesada durante parte do jogo. Pareceu tremer na decisão. Ao menos entendeu suas limitações e simplificou quando necessário.

Resumo: Diante de juiz, cujo a família aparentemente é corinthiana; diante de 40 mil torcedores adversários; diante da TV escrachadamente narrando e manipulando contra, o Palmeiras traz da primeira partida um resultado gigantesco. O técnico corinthiano já começou com as típicas desculpas que amenizam um possível revés, elogiando nosso elenco e menosprezando o seu próprio. Fica nítida uma falsa humildade, uma covardia de quem transfere responsabilidades quando o resultado não é a vitória. E domingo é o Allianz com mais de 40 mil palmeirenses gritando e cantando em uma só voz.
Que seja no final das contas, um grito de CAMPEÃO.

Avante Palmeiras! Só falta mais um.

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