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Sábado de aleluia

Em 2015 o torcedor palestrino foi surpreendido por uma mudança drástica em sua rotina. Contratações atrás de contratações. Um sinal de novos tempos que estavam por vim.

No entanto, entre todas aquelas novidades, uma bomba explodiu na imprensa esportiva e ecoou pela torcida verde: "Dudu é do Palmeiras".

Muito mais que um chapéu em seus dois arquirrivais, a bombástica notícia se tornara um marco de uma nova era. Uma era de respeito, medo imposto aos rivais, e, principalmente, a essência do que é o Palmeiras.
Créditos da foto: Fernando Dantas/Gazetapress
De lá para cá o roteiro não poderia ter sido melhor. Um início arrebatador - com direito a um gol antológico de Robinho em Rogério Ceni pelo caminho- e uma emblemática vitória nos pênaltis em Itaquera. Tudo parecia não passar de um pequeno passo para resultados a longo prazo; especialmente após o revés - também nos pênaltis contra o rival do litoral paulista. Mas o roteiro não poderia ser melhor...

No final de 2015, novamente a equipe praiana pelo caminho, novamente nos pênaltis, e a Copa do Brasil era nossa.

Tudo isso passou, de vilão a herói, pelos pés daquele que hoje é nosso capitão. Dudu. O marco da nova era. O pilar do início do que estava por vim.

O ano de 2016 chegou, novamente um início conturbado. Novamente o Dudu questionado junto de todo o elenco, e novamente o ano resguardava os Itaqueras para a hora certa.

Pequeno, sozinho, Dudu chegou antes do "gigante" Cássio e o encobriu de cabeça, mostrando que o gigantismo no futebol não está relacionado ao tamanho físico.

Novamente paramos, nos pênaltis, para o rival praiano. No meio do caminho. Tudo parecia desandar e Cuca nos garantiu: "Vamos ser campeões brasileiros".

Promessa cumprida. Título inquestionável - apesar do cheirinho insistir que não - e Dudu, o marco da nova era, levantando uma nova taça.

Chega 2017 e a expectativa, apesar de mudanças, se transforma numa bolha de pressão que, mesmo com o vice campeonato brasileiro, faz a temporada ser considerada para muitos como fracasso.
Fechamos mais um ano, e tudo muda novamente. Novo técnico, novos jogadores, novas expectativas.

Mas e o roteiro?

Campeonato paulista. O capitão Dudu constantemente questionado. Santos pelo caminho - outra vez nos pênaltis e com Jailson salvador (ufa!) - e a final não poderia ser melhor, contra o arquirrival em Itaquera.

Entre o calvário da sexta-feira santa e o chocolate da páscoa.

Que Jailson seja um santo e que o Palmeiras dê um chocolate em campo. Que Dudu, questionado, pressionado, simbólico, retome as rédeas daquilo que representa. Pois essa final - apesar de um paulistinha como muitos dizem - representa um novo marco: a consolidação de uma nova era.

E que nesse sábado, toda a torcida palmeirense grite orgulhosa: ALELUIA!

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1 Comentários

  1. Ótimo texto.Dedos cruzados 🤞, sábado e o grande dia ⛹️Vai Porcooo 🐷🐖🐖🐖🐖🐖

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