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História Verde: Alex, um toque de classe

Alexsandro de Souza nasceu em Curitiba-PR em 1977. Era um meia de toque refinado, grande visão de jogo, resumindo: era um jogador que poderia decidir um jogo com apenas um toque na bola. Alex começou a carreira profissional em 1995 no Coritiba onde marcou 28 gols em 124 jogos.

Em 1997, Alex foi contratado pelo Palmeiras. No começo não era titular absoluto, mas aos poucos com o seu futebol foi mostrando que deveria ser e ao final de 97 Alex já era titular daquela equipe que foi vice-campeã brasileira. Em 1998 Alex ajudou na conquista da Copa do Brasil e da Mercosul. Mesmo com parte da torcida pegando no pé de Alex alegando que em algumas partidas ele sumia, Felipão mantinha-o no time pois sabia que ele poderia decidir a qualquer momento. Um desses “qualquer momento” foi na partida de volta das oitavas de final da Libertadores 99. O Palmeiras foi para o Rio de Janeiro precisando vencer o Vasco, sendo que o adversário não perdia em São Januário fazia 18 meses. Uma tarefa muito difícil para qualquer um, menos para Alex que fez 2 gols e ajudou o Palmeiras a ganhar (por 4×2) e avançar as quartas de final da competição. Depois de nas quartas de final, o goleiro São Marcos ter sido o foco das atenções. Na semi-final, o foco das atenções foi Alex. Na segunda partida válida pela semifinal, o Palmeiras novamente precisava vencer, o adversário agora era o River Plate, mas o jogo no Palestra Itália. Alex fez o que muitos consideram como a melhor partida pelo Palmeiras. Fez novamente 2 gols, (o placar foi 3×0) e ajudou o Palmeiras a se classificar para a final da Libertadores onde o time seria campeã contra o Deportivo Cali.

Em 2000, após o desmanche do time campeão da Libertadores. Alex foi um dos poucos remanescentes. Mais maduro, era um dos líderes em campo e homem de confiança de Felipão. No dia 6 de junho de 2000, o Palmeiras novamente estava disputando uma semifinal da Libertadores, o Palmeiras queria ir para a final tentar ser bicampeão. Mas para que isso pudesse acontecer o Palmeiras precisava vencer a partida, e quem novamente foi decisivo? Alex! O jogo estava 2×1 para o Corinthians quando Alex num toque de categoria após jogada de Euller empatou o jogo e 12 minutos depois cobrou a falta para o gol de Galeano. Depois foi a vez de São Marcos fazer história.

Alex foi para o Flamengo, retornando em 2001 para o Palmeiras. Na segunda passagem fez 29 jogos e marcou 14 gols. Depois foi para o Cruzeiro onde não foi bem e foi dispensado pelo celular. Em 2002, Alex foi para sua terceira e última passagem pelo Palmeiras. Fez 15 jogos e marcou 5 gols. Um desses 5 gols foi o famoso gol “Chapelaria” onde Alex aplicou 2 chapéus, um deles em Rogério Ceni e depois só deu um toque na bola para fazer um verdadeiro gol de placa. A partida era válida pelo Rio-SP, o Palmeiras venceu o jogo por 4×2.

Depois disso, Alex foi para o Parma mas só disputou 5 jogos. Ainda em 2002 Alex voltou ao Brasil para jogar novamente no Cruzeiro, mas em sua segunda passagem pelo clube, ele comandou o time que conquistou a tríplice coroa em 2003 (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro que pela primeira vez disputado em pontos corridos) e fez história no futebol brasileiro.

Em 2004, Alex se transferiu para Turquia. Jogou no Fenerbahçe de 2004 a 2012. Marcando 185 gols e se tornando um grande ídolo por lá, com a direito a uma estátua em sua homenagem. Em 2013, retornou ao Coritiba, para ajudar o clube a se tornar campeão paranaense. Em 2014 aos 37 anos, Alex anunciou sua aposentadoria via twitter. Alex disputou seu último jogo na vitória do Coritiba por 3×2 sobre o Bahia, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Alex foi um craque da bola. Privilegiados aqueles que o viram jogar. Privilegiados aqueles que viram seus passes, sua categoria, seu profissionalismo. Alex é um exemplo dentro de campo e fora dele. Mostrando-se sempre lúcido e preocupado com o torcedor e seu bem-estar.
VIVA A ALEX!

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