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História Verde: Zum Zum Zum é 21

Estamos em 1974, mais precisamente em 22 de dezembro, o dia do segundo jogo da final do campeonato paulista daquele ano. Decisão entre Palmeiras vs Corinthians. O Palmeiras vivendo sua segunda academia, vindo de dois títulos brasileiros consecutivos, o Corinthians vivendo a pior fase de sua história, um período sem conquistas que estava em seu vigésimo ano. Mesmo assim, o favoritismo era todo alvinegro, dizia-se que finalmente o Corinthians voltaria a ser campeão, e que o Palmeiras já era um time manjado, que precisava de reformulação.

A verdade é que a experiência do Palmeiras em decisões, foi decisiva para aquele jogo. Um time que estava habituado aos grandes jogos e não se perturbou com a quase totalidade da capacidade do Morumbi torcendo contra. Eram cerca de cem mil torcedores no estádio empurrando o adversário para a vitória. Porém, do outro lado, estava o Corinthians, que sentiu o peso dos quase vinte anos sem um título paulista.

O técnico do Verdão, Osvaldo Brandão, partiu do príncipio que o Corinthians repetiria a tática do primeiro jogo, com Rivellino atuando como segundo volante para fazer os lançamentos em profundidade para o ataque. Assim, Brandão mandou Zeca colar em Vaguinho para evitar que o ponta-direita pudesse aproveitar esses lançamentos. Para livrar Ademir da Guia de uma marcação individual, orientou para o que craque atuasse em todos os setores com muita movimentação.O atacante corintiano Zé Roberto ficou isolado entre Luis Pereira e Alfredo, duas fortalezas.

Com mais craques, o Palmeiras levou a melhor, apesar de o Corinthians ter começado o jogo no ataque. A pressão alvinegra durou 15 minutos,depois a máquina verde começou a funcionar, equilibrou o jogo e quando terminou o primeiro tempo, já dominava a partida. No intervalo, Silvio Pirillo, técnico do Corinthians, tirou Adãozinho e colocou Pita, na ponta-esquerda, na tentativa de dar força ofensiva ao seu time.

O Corinthians tentou ser mais agressivo e o Palmeiras armou, então, a estratégia para surpreender o adversário. Passou a explorar os contra-ataques com jogadas em velocidade. Foi assim que aos 24 minutos do segundo tempo, fez o gol da vitória. Jair Gonçalves, pela direita, cruzou a bola sobre a área do Corinthians, Leivinha, imbatível na bola pelo alto, ganhou a disputa com Brito e ajeitou de cabeça para Ronaldo, que de sem-pulo, chutou de pé direito para o gol. Buttice,o goleiro, ainda tocou a mão na bola, mas não evitou o inesquecível gol do nosso também inesquecível título.

O Morumbi com sua lotação quase total de corintianos emudeceu, contudo cerca de 20 mil torcedores palmeirenses deram inicio a uma grande, enorme, fantástica festa verde. Aos 45 minutos, outro lance semelhante, Nei bateu escanteio, Leivinha, de cabeça, tocou a bola para Ronaldo, que fez o gol. Mas o juiz anulou, alegando impedimento de Ronaldo.

O jogo acabou. O Palmeiras era mais uma vez campeão paulista, e em cima do maior rival. O Palmeiras festejou o título nas imediações do Parque Antártica, pelas Avenidas Pompéia e Água Branca. O ônibus que levou os jogadores do Morumbi, foi cercado por dezenas de torcedores na entrada do clube. Houve uma grande festa na sede do Palmeiras que terminou só no início da madrugada de segunda-feira. Em coro e pausadamente, os torcedores contavam de 1 até 21, marcando o tempo que o Corinthians havia completando sem ganhar um título.

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