FACEBOOK

2018: Um balanço do ano palmeirense

O Palmeirense começou o ano de 2018 muito esperançoso como sempre. A chegada do técnico Roger Machado e de jogadores como Lucas Lima, Diogo Barbosa e Marcos Rocha, aumentavam a qualidade do plantel alviverde. O inicio promissor, fez com que a esperança aumentasse. Miguel Borja desandava a fazer gol, mas aí chegou o derby na Arena Corinthians, onde o time jogando de forma apática, perdeu de 2x0. Depois daquela partida, muitas duvidas ficaram, então o técnico Roger Machado fez uma mudança para o jogo seguinte, uma mudança que seria crucial para o ano do Palmeiras.

O jogo seguinte era contra o Júnior Barranquila da Colômbia pela estréia da Libertadores. A mudança feita por Roger Machado foi a troca de Tchê Tchê por Bruno Henrique. O volante que até então era muito contestado pela torcida, fez dois gols no jogo e começou a pedir passagem, para em breve cravar de vez sua titularidade.

O Palmeiras chegou a final do campeonato paulista, era contra o inimigo supremo, Corinthians. Uma chance de ouro para vingar a derrota de 2x0. No primeiro jogo, uma vitória por 1x0 na casa do inimigo, algo que deixou os palmeirenses bastante entusiasmados. Para o jogo da volta no Allianz Parque, a torcida fez uma festa impressionante, como ela sempre faz, mas o gol de Rodriguinho com 1 minuto de jogo foi um balde de água fria para a torcida, que mesmo assim não parou de cantar em apoio ao time, afinal de contas, o Palmeiras precisava do empate e ainda tinha muito tempo de jogo. O empate não veio, mesmo com chances criadas, e ainda teve o pênalti marcado em cima de Dudu, e depois desmarcado com ajuda clara de interferência externa. A decisão foi para os pênaltis, mas naquele momento, o psicológico do time já tinha ido abaixo depois de toda a polêmica do pênalti. Ver o nosso maior rival ganhando um título em nossa própria casa, bem ao modo deles, foi sofrido. A torcida ficou extremamente revoltada, e essa revolta se refletiu nas atitudes depois do jogo.

E o Palmeiras ainda tinha um jogo contra o Boca Júniors na quarta-feira, o Palmeiras fez o primeiro gol com Keno aos 44 do 2º tempo, dando a impressão de que ganharia o jogo e aliviaria um pouco a pressão, mas 3 minutos depois, o Boca Júniors empatou, e pra ficar ainda pior, o gol do time argentino foi marcado por Tevez, ídolo do Corinthians.

Então, veio o inicio do campeonato brasileiro, o primeiro jogo era no Rio de Janeiro contra o Botafogo. O Palmeiras marca com Guerra, e novamente sofre o empate no final do jogo. Aí fomos pra Argentina, para jogar contra o Boca Júniors em La Bombonera, o time não sente a pressão e vence por 2x0, uma vitória que encheu muito a moral palmeirense. Vieram algumas vitórias no campeonato brasileiro, como o 3x1 diante do Atlético-PR em Curitiba, porém o time novamente perdeu para o Corinthians, com outro gol de Rodriguinho, e ainda teve que aguentar Romero fazendo graça ao fim do jogo. Naquele momento, o Flamengo era o líder da competição, contra um São Paulo que parecia incomodar. A possibilidade de títulos pelos arredores alviverdes não era ao menos considerada. O técnico Roger Machado começava a balançar, e só não caiu de vez porque duas vitórias, contra São Paulo e Grêmio(onde o time jogou muito bem) aliviaram um pouco da pressão que rondava sobre o técnico. Veio, então, a parada pra Copa, momento em que o torcedor pensou que o time aproveitaria essa parada para treinar mais e melhor.

Para decepção, ou para não surpresa, o time voltou jogando de forma até pior, tendo o ápice na derrota para o Fluminense no Maracanã,que ocasionou a demissão do técnico Roger Machado. Naquele momento, o Palmeirense tinha muitas dúvidas, e praticamente nenhuma certeza. Quem comandaria o time a partir de agora? essa dúvida foi tirada em pouco tempo, o nome de Luis Felipe Scolari foi anunciado, para muitos o nome certo, para outros um retrocesso. Afinal de contas, qual Felipão estava vindo? O dos anos 90 ou o de 2012? Para nossa felicidade, veio o Felipão dos anos 90, porém mais modernizado, após o traumático 7x1. Felipão trazia com ele, Paulo Turra, auxiliar que aparenta entender bastante da parte tática de futebol, e certamente o nome pelo qual se passa essa reciclagem de Felipão depois de 2014.

Felipão vinha para novamente fazer história, e começou a bancar o centroavante Deyverson, até então, praticamente encostado no time. Deyverson fez o gol da primeira vitória de Felipão no Allianz Parque, contra o Vasco da Gama.O Palmeiras também trouxe um reforço que seria fundamental para a defesa, o zagueiro Gustavo Gomez, como joga bola esse cara! Aí veio um derby, contra um rival que estava fragilizado, ainda assim, um derby, no Allianz Parque, vitória de 1x0, gol de Deyverson. Uma vitória que certamente encheu de confiança o time e a torcida. O Palmeiras foi ganhando seus jogos durante o campeonato, melhorando sua situação na tabela. Vieram duas classificações na Libertadores, contra o Cerro Porteño pelas oitavas de final, tendo o segundo jogo no Allianz Parque, uma comemoração efusiva após uma classificação de deixar qualquer palmeirense prestes a ter um infarto, e contra o Colo-Colo pelas quartas de final, com duas vitórias por 2x0, no Chile e no Allianz Parque.

O Palmeiras chegava a semifinal da Libertadores e também da Copa do Brasil. Pela competição nacional, o time foi eliminado pelo Cruzeiro, após derrota por 1x0 no Allianz Parque e empate por 1x1 no Mineirão. Porém, foi contra o mesmo Cruzeiro que o Palmeiras assumiu a liderança do campeonato brasileiro, ao vencer o time mineiro por 3x1 no Pacaembu, além de contar com o empate do São Paulo contra o Botafogo(se o São Paulo vencesse, o Palmeiras ficaria em segundo). O jogo seguinte, era justamente contra o São Paulo no Morumbi, onde não vencíamos desde 2002. Uma vitória incontestável por 2x0, onde o time dominou totalmente o jogo, o fim de um tabu, e a liderança mantida.

O Palmeiras continuou vencendo no campeonato brasileiro, mantendo a liderança. O clima era totalmente o oposto de alguns meses atrás. Felipão era reverenciado pela torcida, Deyverson estava dando a volta por cima, e Dudu estava jogando novamente o futebol que conhecemos.O time foi para a Argentina enfrentar novamente o Boca Júniors pela semifinal da Libertadores. O Palmeiras entrou em campo com a proposta de segurar o empate, o time se segurava bem, mesmo com os problemas físicos causados pela intensa maratona de jogos, o empate parecia de bom tamanho, mas o Boca Júnior não era o mesmo da derrota por 2x0 na primeira fase, ou pelo menos, o Benedetto não deixou ser. O centroavante argentino fez dois gols em 5 minutos, causando frustração total no time e na torcida.

Mas o resultado negativo não podia abalar o time, afinal de contas, o próximo compromisso era contra o Flamengo no Maracanã, e uma vitória do time carioca, deixaria a vantagem diminuir para 1 ponto. Um empate por 1x1, precioso, aumentava a confiança e permanecia com a vantagem em relação aos rubro-negros. Após isso, o time jogaria a volta da semifinal da Libertadores, a torcida acreditava muito, mesmo com uma tarefa bastante complicada, tarefa essa que parecia nem ser tão complicada assim quando Bruno Henrique fez o primeiro gol aos 9 minutos, a torcida comemorou como nunca, mas o gol foi anulado pelo VAR,um balde de água fria, completada pelo primeiro gol do Boca Júniors. O time foi para o intervalo perdendo, e voltou para o segundo tempo onde virou o jogo, fazendo 2 gols em 5 minutos, a torcida passou a acreditar, o Palmeiras pressionava, o Boca estava acuado, foi então que novamente o centroavante Benedetto tratou de trazer frustração para a torcida e o time, ao marcar o gol de empate do time argentino, depois disso, o Palmeiras jogou apenas para passar o tempo, já que a classificação era praticamente impossível. Será que essa eliminação refletiria no time para a reta final do campeonato brasileiro?

O próximo compromisso era simplesmente um clássico, contra o Santos, no Allianz Parque, o time treinado pelo técnico Cuca (campeão em 2016) vinha bem. O Palmeiras jogando muito bem o 1º tempo, abriu 2x0 no marcador, tendo Edu Dracena marcado pela primeira vez com a camisa alviverde. No 2º tempo, sentindo claramente os problemas físicos devido a maratona de jogos, o time cedeu o empate para o Santos, porém, sabe quando se está com aquela sorte de campeão? Foi o que vimos, quando Vanderlei falhou em cobrança de falta de Victor Luis, uma vitória por 3x2 que chutaria pra longe qualquer chance da eliminação na Libertadores ter algum tipo de reflexo.

O título estava mais próximo, o Palmeirense é claro que não canta vitória antes da hora, mas estava bastante ansioso. Veio o jogo contra o América-MG, o mesmo adversário da estréia de Felipão, a chance do Deca era possível, mas o Palmeiras, além de vencer, precisava de uma combinação de resultados. O Palmeiras venceu, e 50% da combinação de resultado aconteceu, quando o Internacional perdeu para o Atlético-MG, a vitória do Flamengo adiou o nosso deca, mas não por muito tempo.

O Internacional estava fora da disputa, e ironicamente, o Flamengo, único com chance de tirar o título do Palmeiras, tinha que torcer para o rival Vasco, além de vencer o Cruzeiro para continuar com chance de título. O time carioca venceu o Cruzeiro, mas nada adiantou pois o Palmeiras, que dependia apenas de uma vitória contra o Vasco,conquistou o Deca no Rio de Janeiro,com um gol daquele que provavelmente é o símbolo dessa retomada que o Palmeiras deu com a chegada de Felipão, Deyverson.

Muita festa, da torcida e do time. O Palmeiras conquistava o Deca, com uma campanha irretocável, 77 pontos, 22 jogos sem perder, melhor ataque e melhor defesa, o time que mais venceu e quem menos perdeu. O que mais o palmeirense poderia querer em 25 de Novembro de 2018?

O jogo contra o Vitória, ocorrido neste domingo, foi de pura festa.Uma vitória por 3x2, com gols de Dracena, Scarpa e Bruno Henrique, levando a loucura a torcida presente no Allianz Parque. Devemos parabenizar o Vitória, que jogou de forma séria, mas nosso time é melhor que o deles, de olho fechado, aliás, esse resultado ficou até barato para eles, pois o time, jogando de forma relaxada, criou inúmeras oportunidades.

Ao erguer a taça, o capitão Bruno Henrique tem seu excelente ano coroado. Bruno foi o melhor do time em 2018. O Dudu, craque do Campeonato Brasileiro,e Felipão, o responsável maior pela divisor de águas do Palmeiras. O Palmeirense que no começo do ano, estava triste por perder um título para o maior rival, comemorava o Deca Brasileiro,conquistado de maneira histórica.

Sim, esse Deca é histórico, lembrem-se que começamos o segundo turno em 6º lugar. A possibilidade de título nem era considerada. Hoje estamos comemorando, e temos direito a isso. Obrigado Felipão. Obrigado jogadores. Obrigado, Palmeiras!


Postar um comentário

0 Comentários