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OLE OLE OLE OLE SENNA SENNA

Na foto: Zinho (Palmeiras) e Palhinha (São Paulo)
   Créditos: Gazeta Press 
O Brasil, como era costume na época, estava em frente à televisão para acompanhar mais uma corrida de Fórmula 1, quer dizer mais uma corrida de Ayrton Senna. Parecia que finalmente o piloto brasileiro decolaria no campeonato já que estava sem pontos por ter abandonado as duas primeiras corridas da temporada. O que seria um recomeço para Senna acabou sendo o seu fim. Na curva Tamburello, na sétima volta, ele nos deixava. O Brasil acompanhou tudo ao vivo, desde o atendimento a Senna ainda na pista até o anúncio oficial (feito pelo Roberto Cabrini) de seu falecimento. O domingo 01 de maio de 1994 amanhecia triste.
Em paralelo a isso, São Paulo e Palmeiras se enfrentariam no Morumbi a tarde. Os times já haviam jogado na quarta-feira, o primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores, onde o Palmeiras massacrou o São Paulo e só não ganhou porque não contava com as ótimas defesas de Zetti na partida. Foi neste jogo que Edmundo e Luxemburgo tiveram um desentendimento e o animal acabou afastado do time, em seu lugar entraria Edílson.
Agora o jogo era válido pelo Campeonato Paulista, onde o Palmeiras era líder, e aquela altura uma vitória seria praticamente um pé no título. Para apitar o choque-rei, a federação paulista escolheu um árbitro paraguaio (Juan Escobar), muito em função da pressão do São Paulo que reclamou de um pênalti não marcado no jogo de quarta-feira.
O jogo começa com o Palmeiras atacando mais, principalmente pela direita. O jogo estava ocorrendo normalmente quando o Escobar para o jogo para o “1 minuto de silêncio”, claramente uma homenagem a Senna, mas o que era pra ser 1 minuto de silêncio acabou sendo 1 minuto de barulho com as duas torcidas gritando “Ole, Ole, Ole… Senna… Senna”, esse momento acabou entrando para a história.
O jogo recomeça e agora quem vai ao ataque é o São Paulo, sempre explorando a velocidade de Euller (ele mesmo, o filho do vento). Numa dessas jogadas, Cleber acaba cometendo falta na lateral, e na cobrança o São Paulo abre o placar com o gol do filho do vento. Mas não demora muito e o Palmeiras logo empata cinco minutos depois com Edilson que aproveita uma sobra de bola e deixa tudo igual no placar, logo depois Muller deixa o São Paulo novamente em vantagem.
No segundo tempo, o Palmeiras naturalmente teve mais posse de bola, embora o São Paulo fosse muito perigoso no contra-ataque e não fossem algumas antecipações de Cléber e Antonio Carlos, certamente o São Paulo mataria o jogo. O Palmeiras calmamente tentava entrar na área adversária, com a bola sempre passando pelos pés de Mazinho, Zinho e Rincón. Num momento do jogo, o comentarista Juarez Soares fez a seguinte afirmação “O Palmeiras quer entrar com bola e tudo” e realmente parecia isso mesmo. Luxemburgo ao ver que o time criava oportunidades, mas não concluía, resolve colocar Maurílio no lugar de Claudio. Ao ver a substituição a torcida sem esperar o jogador entrar grita “Burro” para Luxa, muito em função do afastamento de Edmundo, mas em seu primeiro toque na bola, Maurílio empata novamente após cobrança de escanteio, e numa reação instantânea, Luxemburgo mostra o “coração” para a torcida.
Com uma substituição, o Palmeiras mudou o jogo, e dez minutos depois o mesmo Maurílio sofre falta perto da área. Evair Aparecido Paulino tratou de dar números finais ao resultado numa cobrança indefensável. O Palmeiras virava o jogo e colocava um pé no bi-paulista.
O domingo que amanhecia triste para os brasileiros, terminava um pouco mais alegre para os palmeirenses.

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